domingo, 11 de setembro de 2011

Dias e dias

Tem dias em que tudo da certo. Foi o que aconteceu na última quarta-feira quando fui ao Stadium Rio assistir a goleada que metemos pra cima do Ceará com o estádio lotado. O time jogou muito bem, a torcida lotou o estádio, belos gols, grandes jogadas e por aí vai. É aquele típico dia quando tudo da certo.

Hoje é mais um dia. Só que é um dia daqueles que tudo sai errado. Farei alguns comentários sobre esse jogo, que inclusive estava nos minutos finais quando decidi escrever a coluna.

Ouvi quase todo o primeiro tempo pelo rádio. A quantidade de vezes em que ouvi o nome do Jéfferson gritado pelo locutor, demonstrava que a coisa ia ser feia. Sensação confirmada ao chegar em casa e ouvir do meu pai: "era melhor não estar vendo nada".

Cheguei a tempo de assistir o primeiro gol do Coritiba. Uma falha absurda da nossa zaga. Aliás, qualquer um que assista os gols do Coritiba, vai achar que tinha alguma coisa combinada. Todos os gols entregues por nossos jogadores. Inclusive o pênalti - se foi ou não é outra discussão - quando o Jeff foi lá quase fora da área pegar uma bola depois da zaga parar.

De forma geral, o principal fator pra vitória adversária foi que o Coritiba realmente jogou muito bem. Bem distribuído em campo, marcando forte, arriscando chutes de fora da área e com muita disposição. Esse foi o grande diferencial do jogo, contrastando com o nosso Botafogo. Acreditando que nossa escalação foi errada. O Everton joga muito aberto e não corta pra dentro nas jogadas ofensivas como faz o Maicosuel. Esse posicionamento deixou nosso meio aberto, o que facilitou muito a vida do Coritiba. Ofensivamente, também não funcionou. O Botafogo tornou a ser aquele time que tem os jogadores distantes uns dos outros e sem pressão, sem força. Como foi em boa parte da era Caio Júnior.

Um outro fator que me chamou a atenção foi a quantidade de faltas que o Coritiba cometeu. Não foram faltas violentas e nem sei se foram mais faltas cometidas do que o próprio Botafogo, mas foram faltas estratégicas. Em várias saídas, quando um jogador cruzava a linha do meio de campo, fatalmente era trombado. Falta de jogo, mas que vai minando a resistência e evitando jogadas ofensivas do adversário.
Aliás, vale lembrar, esse era o método utilizado pelo Edílson Pereira de Carvalho em 2005, no esquema de manipulação de resultados. Matar jogadas com faltas bobas marcadas, que chamariam menos atenção do que um pênalti, por exemplo. Não estou querendo dizer que o árbitro tenha nos roubado, mas pelo menos foi ingênuo ao não perceber que os caras mataram o jogo o tempo todo.

A apatia do Botafogo no segundo tempo, também foi algo inacreditável. Principalmente após o segundo gol. Não sei bem o motivo, mas a verdade é que o time parecia bem devagar, quase anestesiado em campo. Igualmente apático estava nosso querido Caio Júnior, que já deveria ter mudado o time no intervalo, mas esperou uma eternidade para fazer alguma coisa. As alterações também não funcionaram. Algumas sem sentido, como a entrada do Cidinho e Alex. No caso do Felipe Menezes, acho realmente que ele deveria ter entrado, mas era a primeira alteração no lugar do Everton, pra fehcar e segurar um pouco mais a bola no meio. Acabou que quando entrou, errou tudo que tentou, mas a essa altura o time já era goleado estava todo torto, já que Cidinho entou no lugar do Everton e ele (Felipe) no lugar do M.Mattos. Realmente a atuação foi um desastre completo.

Vamos aguardar o que vem por aí. Próximo desafio é contra o Fla e temos que vencer pra apagar esse resultado ridículo e nos evitarmos a aproximação dos adversários, inclusive do próprio Fla.

Vamos em frente. Nos vemos no Stadium Rio.

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