segunda-feira, 30 de abril de 2012

Palmas para o Botafogo


Palmas para Oswaldo de Oliveira.

Se na maioria das vezes nós reclamamos e criticamos as escolhas dos nossos treinadores, é mais do que obrigação reconhecer os acertos.

Muitos dirão que foi a falta de opções, mas não importa. Os fatores que motivaram a escalação do Botafogo na final da Teça Rio contra o Vasco não podem diminuir a coragem do comandante alvinegro que armou seu meio de campo com Fellype Gabriel na posição de segundo volante.

A vontade e a aplicação demonstrada pelos jogadores também é reflexo da comissão técnica. Reflexo da preparação física, técnica, tática e psicológica. Palmas para os profissionais que, junto com Oswaldo, prepararam aquele time que entrou em campo ontem.

Palmas para Fabio Ferreira.

Palmas para nosso zagueiro dos cabelos pirotécnicos que tanto é criticado por falhas que, sinceramente, eu não vejo com tanta frequência. Palmas pra ele que forma com Antônio Carlos a zaga mais equilibrada do Rio de Janeiro e, sem exagero, uma das melhores do Brasil.

Muitos dirão que o nível é ruim, mas não importa. Eu não disse que era a melhor zaga do país, mas umas das melhores comparando ao nível que temos em território nacional.

Palmas para Marcio Azevedo.

O lateral foi extremamente criticado no ano passado com motivos. Mesmo assim permaneceu e topou o desafio de substituir o lateral sensação de 2011. A sombra de Cortês continua assombrando até hoje, mas ele continua firme.

Muitos dirão que foi somente um bom jogo, mas não importa. Sugiro que vejam os jogos do Botafogo ao longo do ano e prestem atenção nas atuações do nosso lateral esquerdo. Naturalmente ele tem deficiências, mas não deve nada a média dos laterais dos grandes clubes do país, principalmente na parte ofensiva.

Disse ao longo do ano e repito: a média das atuações do Azevedo esse ano é melhor do que vimos do Cortês, que teve algumas partidas espetaculares – a melhor pela seleção – e outras tenebrosas.

Palmas para Marcelo Mattos.

Nosso volante jogou tudo ontem. Preciso nos desarmes e ágil nas saídas de bola. Se desdobrou para marcar e se adaptar a formação sem Renato. Deu um show, com direito a dribles desconcertantes.

Palmas para Fellype Gabriel.
Fez todas as funções que um jogador de linha poderia desempenhar numa partida. Marcou, correu, cruzou, finalizou, desarmou, orientou… e saiu. Saiu exausto por ter mantido o mesmo ritmo ao longo de toda partida, enquanto teve fôlego.

Não foi a primeira excelente partida de Fellype, mas certamente essa foi a mais completa. Aquele tipo de jogo que te coloca num patamar acima na confiança da partida, mesmo que já tivesse feito os 3 gols da outra vitória contra o Vasco.

Palmas para Maicosuel.

Finalmente podemos cantar “Maicosuel voltou” com o sentimento de que é definitivo. Após o retorno ao Botafogo, o Mago ainda não tinha mostrado metade do que fez nessas últimas partidas. Dribles, velocidade, gols e muita vontade. Esse é o Maicosuel que nos encantou na sua primeira passagem e parece que finalmente voltou da Alemanha.

Palmas para Loco Abreu.

Loco fez aquilo que se espera dele: gols. Precisa que o time o ajude, e isso aconteceu. É o caminho mais interessante para todos e acho que finalmente o Botafogo começa a dosar a habilidade e velocidade dos jogadores de meio com o poder de decisão do camisa 13.

É fato que Loco realmente precisa de um cuidado maior com sua condição física e, pelo que parece, o trabalho está sendo muito bem feito. Mais importante ainda é que Loco demonstra compreender isso perfeitamente e se submete as orientações, substituições e até a eventuais barracões, em nome de um objetivo maior para o Botafogo.

Numa época em que qualquer garoto de 18 anos se torna uma diva do futebol por 15 minutos de bom futebol contra um time da terceira divisão do futebol brasileiro, Loco segue como um exemplo de postura e respeito aos companheiros, ao Clube e a torcida.

Palmas para a torcida.

Todo mundo diz que a torcida do Botafogo não vai ao estádio, que não apoia o time, que não incentiva. Não foi isso que vimos nas duas últimas partidas. Torcida compareceu e incentivou. O time retribuiu. É disso que precisamos ao longo de todo ano. Presença e apoio. Temos que continuar!

Palmas também para Jefferson, Lucas, Antônio Carlos, Elkeson, Andrezinho, Herrera, Gabriel e Jadson, que participaram do jogo ontem. Futebol é grupo e naturalmente todos tiveram sua importância, inclusive outros jogadores que participaram ao longo do campeonato.

O momento agora é de guardar tudo de positivo que uma vitória como essa pode proporcionar, e concentrar muito para os jogos da Copa do Brasil e da decisão do Estadual contra o Flu.

Sei que cada jogo tem a sua história, mas se o Botafogo mantiver o espírito de ontem são muitas as chances de outros finais felizes a serem aplaudidos por todos nós.

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