quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Um time previsível

Como já falei, não assisti a vitória do Botafogo contra o Cruzeiro, por isso não pude fazer muitos comentários. Mas a derrota contra o Figueirense sim. Essa eu assisti. 

O juiz errou ao marcar o pênatli? Na minha opinião sim, mas isso é um pequeno detalhe. Acima de todos temos que avaliar os nossos erros.

Definitivamente não entendo o trabalho do Caio Júnior. Desde a vitória contra o Cruzeiro que foi celebrado o fato de podermos escalar o mesmo time pela segunda partida consecutiva. A chamada "equipe ideal” finalmente poderia fazer uma sequência de jogos e, para os mais animados, de vitórias. Esse tipo de coisa é pura espuma, ou seja, não faz sentido algum e só serve pra iludir a torcida.

O fato é que após meses de treinamentos e jogos, incluindo o período de um mês após as eliminações no Estadual e Copa do Brasil, o Botafogo continua sem padrão de jogo. A verdade é que temos uma equipe extremamente previsível e fácil de marcar. Seja qual for a escalação.

Pra piorar, não temos no banco nenhum jogador capaz de entrar e mudar o panorama de uma partida. Aquele clássico jogador de segundo tempo que entra e incendeia o time e contagia a torcida. O Caio foi uma vaga imagem desse tipo de jogado durante o Carioca-2010, mas muito longe de ser uma realidade.

O Botafogo teve muito mais posse de bola hoje mas foi incapaz de sequer incomodar o goleiro adversário, cujo nome eu nem sei, já que o locutor não teve a oportunidade de citar.

O único lance de perigo foi um chute do Felipe Menezes aos 46 do segundo tempo, se não me engano, quando obrigou o goleiro a fazer uma defesa. De resto, não fizemos nada.

O Botafogo é um time que só toca de lado, cruza mal para a área e continua sem força ofensiva. Loco Abreu fica sozinho dentro da área contra 4 ou 5 zagueiros. É pegar o VT do jogo e conferir.

Tomamos gol numa falha do Jefferson. Acontece. Vamos pro jogo, vamos pra cima, vamos virar… Nada acontece. Continua o mesmo joguinho de bola prum lado, bola pro outro.

Na volta do intervalo, perdendo por 2 gols, nosso treinador veio com uma tremenda mudança. Tirou um lateral e colocou outro. UAU!!! O adversário deve ter tremido com essa alteração.

Que o Alessandro é fraco, todo mundo sabe. Só nosso treinador acha que não. Parece até que ele faz de propósito. Coloca o Lucas na maior fogueira do universo, como se ele fosse a grande solução ofensiva e com uma chance enorme de tomar contra-ataque nas costas. Parece que é pra queimar o jogador e dizer depois: “colocamos o Lucas, não funcionou e ainda ficamos expostos”.

Numa boa, se eu sou o jogador, chego junto e dou um papo no técnico depois do jogo.

E então entrou o Lucas, mostrou disposição, foi mais ao ataque, mas era óbvio que não faria efeito algum. E foi isso mesmo.

Herrera, muito apagado, conseguiu arrumar uma expulsão do zagueiro do Figueira. Eu, você e todo o resto do mundo pensou que nosso bravo comandante tiraria um volante – Marcelo Matos ou Renato - e meteria um atacante ou meia ofensivo. Imediatamente ele chama o Alexandre Oliveira e... tira o Herrera!

Então me explica o raciocínio. Seu time está perdendo um jogo, você fica com um homem a mais, e você troca um atacante por outro? Já não bastava trocar um lateral por outro? Como eu disse, não consigo entender.

Lá vamos nós com o inoperante Alexandre Oliveira, que já deixou claro que não joga nada…

Pouco depois, a terceira e última substituição. Sai Marcelo Matos e entra Felipe Menezes. Essa fez sentido. Concordo. Mas acho que foi muito tarde e, para nosso azar, o Felipe Menezes tem se mostrado tão ruim quanto o Alexandre Oliveira.

O resumo da ópera é o seguinte:

- Maicosuel não é o craque que a torcida e diretoria inventaram que é. Bom jogador que teve excelente momento jogando contra os pequenos do Rio.

- Caio Júnior é fraco e confuso.

- Alessandro tem uma Mãe de Santo poderosa. Não perde a vaga por nada e vai continuar lá.

- As contratações ainda não surtiram efeito e nem sei se surtirão. Jogadores medianos e desconhecidos. Apenas apostas.

- Não temos jogadores no banco capazes de mudar o panorama de uma partida.

- Renato não é o 8 de ouro. A ação de marketing é válida e a imprensa comprou legal a ideia. Mas é importante que todos saibam que Renato é mais um volante que joga bem num bom time, mas não arruma a meiúca de nenhum time em formação.

Podemos ser campeões. Acredito mesmo. Mas a realidade ta aí pra gente bater de frente.

Domingo tem o Vasco e já vi gente torcendo pra perdermos de goleada. Não sou a favor, mas se isso significar a saída do Caio Júnior, fico menos chateado.


SOBRE O RESTO

Cruzeiro perdeu pro Fla em casa. Sinal de que não fizemos grande coisa no sábado passado.

Vasco ganhou do Santos, Atlético-PR também. Sinal de que a virada do Fla não foi tão difícil assim.

Figueirense venceu depois de 6 rodadas. Mais um time que o Botafogo dá uma força. Aliás, não é de hoje.

Avaí meteu 3 no Ceará lá na casa dos caras. A vitória sobre o Corinthians deu moral pra eles.

Outro dia mando a segunda parte do Enigma do Engenhão. Não esqueci.

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